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A CONDIÇÃO DA ESTRANHEZA DA IMPOSSIBILIDADE

From: 2017-03-28 To:2017-03-28

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    Modern & Contemporary Philosophy
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    Mind, Language & Action
  • MLAG RESEARCH SEMINAR 2016-2017

    A CONDIÇÃO DA ESTRANHEZA DA IMPOSSIBILIDADE 

    Jorge Viterbo Ferreira
    (MA Student - Universidade de Amesterdão)

     

    28 de março 2017 (terça-feira)

    14h30 | Sala de Reuniões

    Entrada livre

     

    Resumo: Os mundos possíveis fazem parte da "caixa de ferramentas" do filósofo analítico há já algum tempo. A sua utilidade tem sido comprovada na articulação dos mais variados conceitos e posições ao largo de todo o horizonte filosófico.
    Recentemente, alguns filósofos têm usado mundos impossíveis em algumas das suas construções teóricas. Intuitivamente, se um mundo possível corresponde a uma maneira como as coisas podem ser, um mundo impossível corresponde a uma maneira como as coisas não podem ser. 
    Uma noção central em análises que usam mundos possíveis é a ideia de similaridade. Da imensa plenitude de mundos possíveis que podem ser considerados, seleccionamos aqueles que são mais similares ao mundo actual para analisar este ou aquele conceito. Assim que aumentamos o nosso espaço modal com a inclusão de mundos impossíveis, surge a questão de como a noção de similaridade se comporta neste novo contexto. Uma tese popular na literatura é a chamada Condição da Estranheza da Impossibilidade (Strangeness of Impossibility Condition): Cada mundo possível é mais similar a outro mundo possível que a qualquer mundo impossível. Os mundos impossíveis são maximalmente "estranhos" do ponto de vista de qualquer mundo possível.
    O propósito do presente trabalho é argumentar a favor da rejeição da Condição da Estranheza da Impossibilidade. Metaforicamente falando, situações impossíveis são relevantes para alguns dos conceitos que habitualmente usamos. Serão apresentados contra-exemplos directos e serão apresentadas várias análises de conceitos modais (como causalidade, omissão, habilidade e disposição) encontradas na literatura contemporânea que dependem essencialmente da sua rejeição. Defenderei também que esta rejeição é compatível com a conservação dos mais importantes trabalhos existentes envolvendo mundos impossíveis (nomeadamente, em lógica epistémica, em lógica filosófica e em análises formais da imaginação). Argumentarei que a situação teórica que emerge desta discussão é claramente favorável à rejeição da Condição da Estranheza da Impossibilidade.

     

    Imagem: Joan Miró, Personatges i ocells de festa per la nit que s'acosta (Characters and Birds Party for the Night That Is Approaching), (1968)

     

    Programa MLAG Research Seminars: http://ifilosofia.up.pt/activities/mlag-research-seminar-2016-2017

     

    Organização:
    Research Group Mind Language and Action Group (MLAG)
    MLAG Seminars 2016-2017 (Sofia Miguens, Luís Veríssimo, Brena Fernandez, Diana Couto)

    Instituto de Filosofia da Universidade do Porto - FIL/00502
    Financiamento: FCT

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