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APARÊNCIAS PERCEPTIVAS E DERROTA EPISTÉMICA

From: 2016-05-03 To:2016-05-03

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    Modern & Contemporary Philosophy
  • Research Group


    Mind, Language & Action
  • MLAG RESEARCH SEMINAR 2015-2016

    APARÊNCIAS PERCEPTIVAS E DERROTA EPISTÉMICA

    Tommaso Piazza (University of Pavia)

    3 de maio 2016 (terça-feira)

    15h30 | Sala de Reuniões (Piso 2)

    Entrada livre

     

    Resumo: É muito pouco controverso que os estados mentais de um sujeito S – as suas percepções, as suas memórias, etc. – contribuam para a justificação das crenças de S. Existem, porém, pelo menos dois sentidos em que um estado mental M pode contribuir para a justificação de uma crença de S (Moretti e Piazza, Erkenntnis, 2015). M contribui directamente para a justificação da crença que P se e somente se a crença que P é justificada com base em M. M contribui indirectamente para a justificação da crença que P se e somente se a crença que P é justificada com base, não em M, mas na crença introspectiva de que S tem M.

    A diferença entre os dois tipos de contribuição motiva o princípio da derrota diferencial (DD) segundo o qual, quando M contribui ao mesmo tempo directa e indirectamente para a justificação de uma crença, o que derrota de forma erosiva o segundo tipo de justificação não pode derrotar da mesma forma a primeira. Um derrotador erosivo da justificação indirecta com base em M ‘ataca a conexão’ entre P e a proposição de que S tem M, enquanto a justificação directa para P não depende desta conexão.

    DD é intuitivamente desmentido no caso das aparências perceptivas. Segundo alegam muitos filósofos, uma aparência perceptiva de que P contribui directamente para a justificação da crença que P em virtude da sua ‘força fenomenal’, ligada ao carácter subjectivo de desvendar ao sujeito o facto que P. Ao mesmo tempo, pode a aparência perceptiva de que P contribuir indirectamente para a justificação da mesma crença pois a proposição introspectiva de que S tem a aparência perceptiva de que P acarreta indutivamente P. Um derrotador erosivo De da justificação indirecta para P ataca esta inferência indutiva, mas, intuitivamente, tem ao mesmo tempo a capacidade de anular a justificação directa com base na aparência de que P. Este facto é inexplicável à luz de DD, pois este principio prevê que De não possa danificar esta justificação.

    Vou considerar três maneiras, compatíveis com DD, do facto de De intuitivamente anular a justificação directa de S para acreditar que P: (1) rejeitar o pressuposto que a aparência perceptiva jamais contribua directamente para a justificação da crença que P; (2) supor que a justificação indirecta substitua a (tome o lugar da) justificação directa para P; (3) supor que De derrote, mas não da forma erosiva, a justificação directa para P. O meu objectivo é ilustrar as vantagens da alternativa (3), e descrever a forma não erosiva como De consegue danificar a justificação directa para acreditar que P com base na aparência de que P. 

    Imagem: Joan Miró, El bell ocell que desxifra el desconegut a una parella d'enamorats (The Beautiful Bird Revealing The Unknown To A Pair Of Lovers). 1941. Museum of Modern Art, New York, USA​

     

    Organização:
    Research Group Mind Language and Action Group (MLAG)
    MLAG Seminars 2015-2016 (Sofia Miguens, João Santos, Luís Veríssimo e Brena Fernandez)

    Instituto de Filosofia da Universidade do Porto - FIL/00502
    Financiamento: FCT

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