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O CONHECIMENTO E A DESCONSTRUÇÃO DAS APARÊNCIAS

From: 2017-01-31 To:2017-01-31

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  • MLAG RESEARCH SEMINAR 2016-2017

    O CONHECIMENTO E A DESCONSTRUÇÃO DAS APARÊNCIAS

    António Gil Sousa
    (Advogado/Jurista)

     

     

    Data a anunciar

    14h30 | Sala de Reuniões

    Entrada livre

     

    Resumo: O meu propósito é tentar demonstrar como grande parte das concepções de Kant, Husserl e Bachelard estão objectivamente relacionadas com a preocupação fundamental de Platão, tal como exposta em Teeteto, no que concerne à problemática do conhecimento humano, a partir das reflexões sobre o entendimento e a sensibilidade e a forma de as conjugar. Kant, a meu ver, acaba por prosseguir nessa linha, definindo que o conhecimento humano depende essencialmente de um equilíbrio harmonioso entre o entendimento e a sensibilidade. Husserl enfatiza o aspecto da apreensão intuitiva, com base no seu reducionismo fenomenológico, desprovido de qualquer pregnância transcendental, sem deixar, contudo, de aproveitar a noção de fenomenologia, que o próprio Kant já abordara, embrionariamente, na Crítica da Razão Pura e, mais detalhadamente, nos Princípios Metafísicos da Ciência da Natureza. Bachelard aparece contemporâneamente como um feroz crítico da fenomenologia husserliana, opondo-se a qualquer forma de intuição primeira ou originária, como meio relevante de aquisição de conhecimento solidamente fundamentado. E tudo isso me leva depois, na parte final da minha exposição, ao debate entre as posições do realismo científico e as do anti-realismo, tomando por elemento relevante da exposição, os conceitos de coisa, matéria, substância, energia e a relacionação entre os princípios da física clássica, a relatividade einsteiniana, os novos conceitos de espaço e tempo e as inovações científicas e filosóficas, que podem decorrer da física das partículas e da mundividência quântica.

    No fundo, a questão final será: como vemos hoje o mundo, se o analisarmos pelos óculos da física clássica ou pelos óculos da física quântica? Até que ponto o ideal do realismo científico faz sentido? Deveremos aceitar a narrativa ambiciosa do realismo científico ou assumirmos uma posição mais humilde e moderada, assente na ideia de que ainda vivemos e viveremos, iludidos, nas sombras da caverna de Platão e que a pretensão de conhecermos a natureza profunda e última da realidade, é uma tarefa demasiado ambiciosa para as nossas limitadas capacidades cognitivas, conhecimentos científicos e instrumentos de medição do real? 

     

    Imagem: Rene Magritte, The Human Condition (1935)

     

     

    Programa MLAG Research Seminars: http://ifilosofia.up.pt/activities/mlag-research-seminar-2016-2017

     

    Organização:
    Research Group Mind Language and Action Group (MLAG)
    MLAG Seminars 2016-2017 (Sofia Miguens, Luís Veríssimo, Brena Fernandez, Diana Couto)

    Instituto de Filosofia da Universidade do Porto - FIL/00502
    Financiamento: FCT

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