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O LUGAR DE RICHARD RORTY NA FILOSOFIA E OS SEUS PRINCIPAIS CONTRIBUTOS

From: 2017-10-31 To:2017-10-31

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    Modern & Contemporary Philosophy
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    EM HISTÓRIA DA FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA

    2º SEMINÁRIO

    O lugar de Richard Rorty na filosofia e os seus principais contributos

    Patrícia Fernandes* (Universidade da Beira Interior) 

    31 de outubro 2017  |  15h30
    Sala do Departamento de Filosofia (Torre B - Piso 1)
    Faculdade de Letras da Universidade do Porto

    Entrada Livre


    Resumo: A presente comunicação procurará encontrar um lugar para o pensamento do filósofo norte-americano Richard Rorty na história da filosofia contemporânea, chamando à colação os seus principais contributos. Para tal, partiremos de uma divisão temporal e temática que nos permitirá traçar, em primeiro lugar, o percurso inicial de Rorty até à publicação de Philosohpy and the Mirror of Nature (PMN) em 1979, tendo em conta as suas incursões na metafísica, na história da filosofia, na filosofia da linguagem e na sua tentativa de integrar a tradição analítica norte-americana. Incluem-se aqui a publicação da coletânea The Linguistic Turn e os ensaios de cariz mais analítico. O segundo momento da nossa apresentação incidirá sobre o caminho percorrido por Rorty desde os anos que antecederam a publicação de PMN até à sua afirmação como pragmatista e a defesa de uma filosofia como política cultural no último volume dos seus Philosophical Papers (2007). Integra-se neste período a publicação de todos os seus livros originais: PMN, Consequences of Pragmatism (1982), o seu mais popular livro Contingency, Irony, and Solidarity (1989), Philosophy and Social Hope (1999), os quatro volumes dos seus Philosophical Papers (1991 a 2007) e, naturalmente, o livro que tem estado sob as luzes da ribalta desde a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos: Achieving our Country (1998).

    Este caminho percorrido em dois momentos permitir-nos-á um contacto com as principais linhas de reflexão de Richard Rorty por forma a que possamos destacar, em momento final, aqueles que são, na nossa opinião, os mais relevantes e úteis contributos do filósofo norte-americano para os nossos dias: a ideia de humanidade como conversação contínua, a filosofia da contingência, as vantagens de um paradigma não-representacionista e a esperança constante de que é sempre possível “haver algo de novo debaixo do sol”.

    Patrícia Fernandes: Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade do Porto e em Filosofia pela Universidade do Minho, direcionou a sua formação posterior para o domínio da filosofia política, com a realização de doutoramento sob orientação dos Professores João Cardoso Rosas e Bernhard Sylla. A tese intitulada «A parole violenta e a política: estudo sobre o poder revolucionário da linguagem» incide sobre as relações entre linguagem e política, a partir de autores como Wilhelm von Humboldt, Martin Heidegger, Roland Barthes e Richard Rorty. É sobre o filósofo norte-americano que recai parte do seu trabalho e escritos, tentando refletir sobre as condições políticas atuais a partir dos contributos legados por Rorty (1931-2007). Foi co-organizadora da conferência internacional Revisitar Richard Rorty [com Robert Brandom] nos dias 25 e 26 de setembro, a título de homenagem pelos dez anos passados sobre a sua morte. Leciona atualmente na Universidade da Beira Interior.


    Imagem: Maria Helena Vieira da Silva, Dislocation du labyrinthe (1982)

     

    Organização:
    Research Group Mind Language and Action Group (MLAG)
    Instituto de Filosofia da Universidade do Porto - FIL/00502
    Financiamento: FCT

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