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PODE UM ROBOT SER ARTISTA?

From: 2019-04-23 To:2019-04-23

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    Modern & Contemporary Philosophy
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    Mind, Language & Action
  • MLAG RESEARCH SEMINAR 2018-2019

    PODE UM ROBOT SER ARTISTA?
    SEMELHANÇAS DE FAMÍLIA E SEGUIR UMA REGRA NO TRABALHO DE JULIAN FRIEDLAND E SAUL KRIPKE

    Ricardo N. Henriques (Doutorando, FCSH – Universidade Nova de Lisboa)

     

    23 de abril 2019 (terça-feira)

    15h30 | Sala de Reuniões 2

    Entrada livre

     

    Resumo: Pode um robot desenvolver sensibilidade estética? Julian Friedland explora esta questão a partir de uma lente wittgensteiniana no artigo Wittgenstein and the Aesthetics’ Robot Handicap, abordando a especificidade humana no processo de valorização ética e estética do mundo. A tese de Friedland é de que a pergunta sobre a possibilidade de uma inteligência artificial desenvolver sensibilidade estética não é uma questão empírica com a resposta em aberto. Para o filósofo trata-se de uma pergunta para a qual a resposta é um não a priori, analisando o processo de contemplação estética a partir do papel determinante das disposições afetivas dos seres humanos. O objetivo deste ensaio é apresentar, e defender, a tese central de Friedland: de que o handicap do robot reside na ausência de uma vida afetiva, característica essencial da forma de vida humana e determinante para o processo de criação artística. Porém, argumentarei que esta tese, a ser verdadeira, não pode partir de uma leitura disposicionalista, tal como Friedland o faz. Como alternativa, apresentarei uma linha de argumentação sustentada no paradoxo das regras de Saul Kripke exposto na sua obra Wittgenstein on Rules and Private Language. Defenderei que não são as disposições afetivas que capacitam os humanos de sensibilidade estética, mas sim a sua forma de vida em comunidade e a consequente capacidade de seguir uma regra para o uso de um conceito. 

     

    Nota biográfica: Ricardo N. Henriques é estudante de doutoramento em Filosofia pela FCSH - Universidade Nova de Lisboa. Tem uma licenciatura em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa e um Mestrado em Filosofia com especialização em Filosofia Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A sua tese de Mestrado, orientada pela Professora Sofia Miguens, intitula-se "O Silêncio do Valor - um estudo sobre a natureza do ético e do estético no pensamento de Wittgenstein" e aborda o papel desempenhado pelas regras da linguagem na expressão do valor ético e estético. Integra desde Março de 2019 o projeto de investigação "Epistemologia da Crença Religiosa: Wittgenstein, Gramática e o mundo contemporâneo" coordenado pelo Professor Nuno Venturinha e pela Professora Sofia Miguens.

     

    Imagem: Umberto Boccioni, Figura (1912)

     

    Programa MLAG Research Seminars: https://ifilosofia.up.pt/activities/mlag-research-seminar-2018-2019 

     

    Organização:
    Research Group Mind Language and Action Group (MLAG)
    MLAG Seminars 2018-2019 (Sofia Miguens, Diana Couto, José Pedro Correia, João Silva)

    Instituto de Filosofia da Universidade do Porto - FIL/00502
    Financiamento: FCT

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