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PROPRIEDADES ESTÉTICAS E MORAIS NA ARTE

From: 2017-11-28 To:2017-11-28

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    Modern & Contemporary Philosophy
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    Mind, Language & Action
  • SEMINÁRIOS MLAG
    EM HISTÓRIA DA FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA

    4º SEMINÁRIO

    Propriedades estéticas e morais na arte

    Vítor Guerreiro* (Instituto de Filosofia/Universidade do Porto)

     

    28 de novembro 2017  |  15h30
    Sala do Departamento de Filosofia (Torre B - Piso 1)

    Faculdade de Letras da Universidade do Porto

    Entrada Livre

     

    Resumo: Qual é ao certo a relação entre as propriedades morais de uma obra de arte e as suas propriedades estéticas? (Supondo que uma obra de arte pode ter propriedades morais) Será que um mérito moral constitui sempre um mérito estético da obra e um demérito moral um demérito estético? Será que ambos os tipos de valor são independentes entre si, podendo uma obra ser avaliada moralmente sem que isso tenha qualquer relevância para o seu valor estético? Se nem sempre um mérito ou demérito moral constitui um mérito ou demérito estético numa obra de arte, que circunstâncias têm de se verificar para que tal suceda? Ou será que por vezes um demérito moral pode constituir um mérito estético?

    Há que distinguir entre estas questões e questões acerca dos efeitos morais (formativos ou corrosivos) que a arte possa ou não ter, bem como da questão de a arte ser ou não passível de avaliação moral. Isto porque a arte pode ter efeitos morais e ser passível de avaliação moral, sem que houvesse qualquer conexão interessante entre as suas propriedades morais e as suas propriedades estéticas.

    A questão que aqui importa liga-se com questões mais amplas, como a do valor cognitivo da arte (dada a expectativa plausível de que o valor moral da arte seria um caso particular do seu valor cognitivo), a ligação entre o valor cognitivo e o valor estético, e a questão das fronteiras do estético, que divide formalistas e anti-formalistas – a questão de saber quão ampla é a “base” de propriedades na qual o estético “sobrevém”, isto é, se nessa base se inclui apenas o que podemos percepcionar (pela visão e audição, em particular) – tese formalista – ou se podemos falar não figurativamente ao dizer que a beleza de algo pode depender de conjunções entre propriedades formais e propriedades não-formais. Esta questão acerca de haver ou não uma “beleza não visível” remonta ao Banquete de Platão e foi recentemente reanimada, de um modo curioso, por exemplo, por Colin McGinn na sua “Teoria Estética da Virtude”, que apresentou em Ethics, Evil and Fiction.

    É sobre tudo isto de que falaremos nesta sessão.

     

    * Vitor Guerreiro nasceu em 1977 no Barreiro e vive no Porto. Licenciou-se em filosofia na FLUL, completou o doutoramento na área de estética / filosofia da música na FLUP. É membro do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto (grupo MLAG). Traduz filosofia e outras coisas desde 2005, uma aventura que começou com a colaboração para a revista Crítica na Rede. (http://omeubau.net/vitor-guerreiro-2017/)

     

    Imagem: David Bomberg, The Mud Bath (1914)

     

    Programa Seminários MLAG em História da Filosofia Contemporânea 2017/2018: http://ifilosofia.up.pt/activities/seminarios-mlag-em-historia-da-filosofia-contemporanea

     

    Organização:
    Research Group Mind Language and Action Group (MLAG)
    Instituto de Filosofia da Universidade do Porto - FIL/00502
    Financiamento: FCT

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