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Seminário Aberto de Estética - Apolo e Diónisos: o espírito da música em Schopenhauer e em Nietzsche

From: 2018-12-03 To:2018-12-03

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    Modern & Contemporary Philosophy
  • Research Group


    Aesthetics, Politics & Knowledge
  • Seminário Aberto de Estética

     

    Apolo e Diónisos: o espírito da música em Schopenhauer e em Nietzsche

     

    Maria Matos Meireles Graça
    (Instituto de Filosofia / Research Group Aesthetics, Politics and Knowledge)

     

    3 de dezembro 2018 | 13h30 | Sala 302

    Faculdade de Letras da Universidade do Porto

    Entrada livre

     

    Resumo: Depois da separação kantiana do ser em fenómeno e númeno, o mundo da Filosofia nunca mais foi o mesmo. Schopenhauer, entendendo que o númeno não pode estar estritamente além do nosso conhecimento, afirmou-o como vontade. Esta mudança, em pleno espírito do período Romântico, reavivou, no discurso metafísico, o lugar do irracional (ou não redutível à discursividade racionalista) que parecia rejeitado por muitos filósofos desde Sócrates. Com esta “irracionalidade”, veio também a celebração da arte - em especial da música.

    A arte dos sons descrevia, em Schopenhauer, os movimentos da vontade depurada de toda a sua vestimenta de fenómenos no espaço e no tempo: a vontade íntima que, segundo este autor, reside em cada um de nós, e que é base metafísica de tudo quanto existe. Nietzsche encontrou, na distinção entre vontade e representação de Schopenhauer, uma oportunidade para dar ainda mais um passo para fora do discurso metafísico e racionalizante, e trouxe-nos a distinção poético-filosófica entre o espírito apolíneo e o espírito dionisíaco, que viria a ser marcante para a consolidação do romantismo alemão.

    A racionalidade apolínea das aparências, combinada com a profundidade instintiva de Diónisos, constituíam, segundo Nietzsche, a essência entretanto perdida da tragédia ática; a mesma essência que o racionalismo socrático terá perdido e que Schopenhauer, na sua filosofia da música como vontade, começou por recuperar.

    Neste percurso entre a tragédia clássica e o romantismo alemão, o nosso objectivo consiste em considerar, sob o ponto de vista filosófico, a configuração da relação do pensamento de schopenhaueriano com a música, e a afirmação nietzscheana da tragédia ática. Quais as ideias de Schopenhauer, e qual o projecto de Nietzsche? Como ambos influenciaram a cultura do mundo em que vivemos?

     

    Imagem: Barnett Newman, Concord (1949). The Metropolitan Museum of Art - New York

     


    Organização:
    Eugénia Vilela
    Research Group Aesthetics, Politics and Knowledge
    Instituto de Filosofia da Universidade do Porto - FIL/00502

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