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Seminário Aberto de Estética - Estética e Memória

From: 2017-11-06 To:2017-11-06

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    Modern & Contemporary Philosophy
  • Research Group


    Aesthetics, Politics & Knowledge
  • Seminário Aberto de Estética

    Estética e Memória

     

    Maria Matos Graça*
    (Instituto de Filosofia / Research Group Aesthetics, Politics and Knowledge)

     

    6 de novembro 2017 | 13h30 | Sala 302
    Faculdade de Letras da Universidade do Porto

    Entrada livre

     

    Resumo: Na mitologia grega, Mnemosine era, simultaneamente, a deusa da memória que preservava as coisas do esquecimento e a mãe das Musas, figuras inspiradoras das artes e das ciências. Nesta metáfora, a memória é a origem da criatividade estética e técnica. Porém, a memória não afeta apenas a criação artística. Também está na origem da experiência e do significado estético.

    Sabemos hoje que a memória nunca é um registo perfeito dos factos. Tem qualidades e defeitos propícios à ilusão e ao erro. Sofre frequentemente de acidentes que a viciam, e é comprometida pelo esquecimento.

    Uma série de experiências de pensamento permite-nos entender como a falibilidade da experiência nos pode fazer questionar toda a realidade (Descartes). Mas a falibilidade da memória e as suas potenciais ilusões podem configurar a nossa vida consciente, até em edições retrospetivas (Dennett). Além disso, estas ilusões da memória podem enviesar o modo como pensamos a identidade e a temporalidade (Parfit). Geralmente pensada como linear e distribuída entre passado, presente e futuro, a temporalidade pode ser questionada por experiências de pensamento que propõem novos limites de interpretação do fenómeno mental (Russell).

    A memória constrói a nossa experiência quotidiana de modo falível. Ela afeta e constitui uma parte significativa da experiência estética. Isto acontece com a música, para a qual só temos recetividade se a experiência se enraizar na memória de audições prévias (Huron). Toda a história do indivíduo, como a História da Arte no Ocidente, produz uma recetividade estética particular. Como seria, todavia, a nossa recetividade estética se esta História fosse diferente? Como poderá a recetividade estética modificar-se em virtude das alterações desencadeadas pelas rápidas transformações culturais e tecnológicas?

     

    Imagem: René Magritte, La Mémoire (1948)

     

    * Maria Matos Meireles Graça, investigadora do Aesthetics, Politics and Knowledge Research Group do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, doutorada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com a tese intitulada Para uma Metafísica da Música como Vontade e Representação a partir da Filosofia de Arthur Schopenhauer. Actualmente frequenta unidades curriculares do curso de Ciência de Computadores, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.


    Organização:
    Research Group Aesthetics, Politics and Knowledge
    Instituto de Filosofia da Universidade do Porto - FIL/00502

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