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SEMINÁRIO FIM DA METAFÍSICA, SECULARIZAÇÃO, NIILISMO

From: 2016-06-01 To:2016-06-01

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    Modern & Contemporary Philosophy
  • Research Group


    Aesthetics, Politics & Knowledge
  • 1 de Junho de 2016
    10h15 - 19h00
    Sala de Reuniões
    Faculdade de Letras da Universidade do Porto

     

    PROGRAMA

     

    Fim da metafísica, secularização e niilismo são geralmente tomadas como figuras da crise do pensamento ocidental que teriam atingido um ponto culminante na viragem do século XIX para o XX. Elas assinalaram, de modos diversos, a impossibilidade do pensamento continuar o seu curso tradicional, estabelecido desde a origem grega. Contudo, podemos também entendê-las como processos que penetraram a filosofia e passaram a integrá-la a partir do próprio acto de pensamento e da sua possibilidade. De uma maneira ou de outra, essa modificação interna do pensamento, essa morte da filosofia, é também a vida do pensamento, renovando hoje a singularidade discursiva que é própria da filosofia.

    Saída da sua transformação, a filosofia aparece hoje como corpus fendido querendo lidar com aquele gesto que se destacou da referência metafísica. Esse gesto aspira agora a uma precisão outra e só parece possível em zonas onde a experiência toca, pelo pensamento, o seu limite: pensar para além da anomia e da identidade; pensar a radicalidade da alteridade, sem que um quadro estabilizado a referencie; pensar a distância que se abre no interior das entidades; pensar para além de uma onto-ética positiva; pensar para além de uma onto-estética expressiva; para além de uma onto-política directiva.

    Este seminário pretende revisitar autores que pensaram na crise do pensamento. Alguns deles vindos ainda da filosofia, outros vindos de alhures. O pensamento, que não é tão raro quanto julgámos que fosse, espalhou-se, percorre novamente caminhos ínvios. Mais urgente do que perguntarmos o que pensa hoje a ontologia, mais necessário do que indagarmos o que possa pensar a estética, será perguntarmos como podemos definir hoje possibilidades de pensamento. Como podemos, afinal, seguir os fluxos a que somos convocados, mantendo o pensamento à tona. Mesmo que ele aí mergulhe frequentemente.

    Imagem: Alberto Giacometti, The Chariot (1950)

     

    Organização:
    Jorge Leandro Rosa (IF-UP)
    Luís Carneiro (IF-UP)
    Research Group Aesthetics, Politics and Knowledge
    Instituto de Filosofia da Universidade do Porto - FIL/00502
    Financiamento: FCT

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