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TIPOS DE TELEOLOGIA A NÍVEL ORGÂNICO: ENTRE O VITALISMO E OS SERVOMECANISMOS

From: 2016-05-31 To:2016-05-31

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    Modern & Contemporary Philosophy
  • Research Group


    Mind, Language & Action
  • MLAG RESEARCH SEMINAR 2015-2016

    TIPOS DE TELEOLOGIA A NÍVEL ORGÂNICO: ENTRE O VITALISMO E OS SERVOMECANISMOS

    Renato Martins 
    (Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa)

    31 de maio 2016 (terça-feira)

    15h30 | Sala de Reuniões II (Piso 2)

    Entrada livre

     

    Resumo: Seguindo a distinção entre finalidade estática e dinâmica nos organismos elaborada por von Bertalanffy, destaca-se esta última como função processual em direção a um objetivo não definido em termos deterministas. O dinamismo de ação dos organismos necessita de uma caracterização que oscila entre a livre vontade sem finalidade determinada e a ação circunscrita à exterioridade como impulsora da dinâmica.

    Considerando a existência de um propósito no comportamento de entidades biológicas, a origem da ação pode ser originada em pressupostos “vitais” – forças não-físicas que definem a coordenação motora, ou, em pressupostos mecânicos, em que a força está predeterminada pelas leis da ação causal. Entre estes dois tipos de teleologia, a do livre-arbítrio e a da dependência dos estímulos, encontramos algumas conceções que mantêm a origem da ação em pressupostos fisicalistas mas tentam escapar às teorias psicofisiológicas do estímulo-resposta. Se por um lado, a teoria dos sistemas elimina lacunas do vitalismo de Hans Driesch, nomeadamente quanto à equifinalidade dos organismos e origem metafísica da ação, por outro lado, a cibernética de Ross Ashby, remodela a clássica visão cartesiana dos servomecanismos de comportamento homogéneo unilinear, propondo estruturas de correção e aprendizagem na ação pelo feedback. Em ambos os casos, o problema da 2ª lei da termodinâmica serve de motivo para encontrar propósitos de ação em relação à diversidade e contingência dos acontecimentos reais. À visão clássica de sistemas mecânicos fechados, tanto constituídos por partes que respondem a partes, como entidades que respondem ao ambiente, o problema da degradação da energia e correspondente aumento da imprevisibilidade faz necessitar dois tipos de respostas: o equilíbrio dinâmico (von Bertalanffy) e o canal correctivo (Claude Shannon). São estas duas das conceções possíveis para caracterizar o comportamento da entidade orgânica no confronto com a diversidade no ambiente e manutenção em mínimos possíveis da sua existência e participação.

    Imagem: Paul Klee, Cacodemonic (1916)​

    Organização:
    Research Group Mind Language and Action Group (MLAG)
    MLAG Seminars 2015-2016 (Sofia Miguens, João Santos, Luís Veríssimo e Brena Fernandez)

    Instituto de Filosofia da Universidade do Porto - FIL/00502
    Financiamento: FCT

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