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Página actualizada a 07-11-2015
Página impressa a 24-09-2017

João Rebalde, Liberdade humana e perfeição divina na Concordia de Luis de Molina (2015)

João Rebalde, Liberdade humana e perfeição divina na Concordia de Luis de Molina, (col. Estudos e Textos de Filosofia Medieval, 7) Húmus Ed., Famalicão 2015; 215 pp.; ISBN 978-989-755-162-8.

Capa, índice e Introdução (pdf)

Sinopse

O jesuíta Luis de Molina (1535-1600) é um dos mais importantes pensadores do século XVI. Entre o seu vasto legado destaca-se a obra Concordia liberi arbitrii cum gratiae donis, divina praescientia, providentia, praedestinatione et reprobatione (Concórdia do livre arbítrio com os dons da graça, a presciência divina, a providência, a predestinação e a reprovação), editada por primeira vez em Lisboa em 1588, desenvolvida a partir dos comentários à Summa Theologiae de Tomás de Aquino elaborados no âmbito da sua atividade docente em Coimbra e Évora. Como o título sugere, o autor procura solucionar um dos mais difíceis e persistentes problemas da tradição filosófico-teológica, compatibilizando a liberdade de arbítrio humana com a perfeição da omnisciência, omnipotência, providência e predestinação divinas. A originalidade da solução de Molina acaba por dar a essa obra um alcance e uma repercussão notáveis, gerando intensas polémicas e marcando o período de transição da Idade Média para a Modernidade.

O presente volume dedica-se ao estudo da Concordia de Molina, pretendendo mostrar o sistema defendido pelo autor e a relação com as suas principais fontes, apoiando-se particularmente nos conceitos de concurso divino e ciência média, ao mesmo tempo que procura redimensionar a interpretação molinista de livre arbítrio, de providência e de predestinação. Inclui-se também uma contextualização biográfica do autor, do seu legado e das diversas polémicas que suscitou.

Esta é uma boa ocasião para reler e discutir um autor notável, que marcou o período áureo da filosofia peninsular e que foi professor em Coimbra e em Évora

 

O Autor

José Rebalde é Doutor em Filosofia pela Universidade do Porto (2014), com a tese Liberdade humana e perfeição divina. Ciência média e concurso divino na Concordia de Luis de Molina. É atualmente investigador do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto na linha temática Medieval & Early Modern Philosophy. Tem apresentado conferências e publicado artigos sobre escolástica peninsular, especialmente sobre o pensamento de Luis de Molina, sendo de destacar neste âmbito: Estados da natureza humana e seus elementos fundamentais na Concordia de Luis de Molina (2015); A liberdade humana e suas diferentes situações existenciais: a infância, o sono, a demência e a ignorância no pensamento de Luis de Molina (1535?1600) (2015); Animal freedom in Luis de Molina’s Concordia (2014); Os Conceitos de ciência média e concurso divino de Luis de Molina criticados por Domingo Báñez: dois paradigmas (2013); Graça, liberdade e salvação na Concordia de Luis de Molina (2013). Tem participado também em projetos internacionais, nomeadamente Iberian Scholastic Philosophy at the Crossroads of Western Reason: The Reception of Aristotle and the Transition to Modernity (ISPCWR) (Investigador Principal: José Meirinhos) e Animal Rationale Mortale. A relação corpo?alma e as paixões da alma nos Comentários ao De anima de Aristóteles nas universidades portuguesas do séc. XVI (Investigadora Principal: Paula Oliveira e Silva). É atualmente membro do grupo de investigação Aristotelica Portugalensia. The reception of Aristotle in Portugal until the XVIII Century, do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto.

A coleção

Estudos & Textos de Filosofia Medieval

A Idade Média é um dos mais ricos períodos da história da filosofia nos seus quatro grandes domínios geo-culturais principais: grego, latino, hebraico e árabe, marcados pela prevalência de uma religião predominante em cada um deles: cristianismo, judaísmo, islamismo. É também o período de emergência do léxico filosófico nas novas línguas românicas, anglo-saxónicas e germânicas, de que as línguas contemporâneas são herdeiras e continuadoras. No longo período de mil anos que corresponde à Idade Média, virtualmente todos os problemas da tradição filosófica foram renovados, repropostos, reinventados e daí emergirão os fundamentos das ciências e do pensamento moderno. É esta complexa diversidade que a coleção Estudos & Textos de Filosofia Medieval procura espelhar através de estudos atualizados ou da tradução de obras de autores medievais ou da escolástica tardia.

 


Obra publicada com financiamento do Projeto Estratégico do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto (UID/FIL/00502/2013), financiado por Fundos Nacionais através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

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