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SMELPS

 

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    Medieval & Early Modern Philosophy
  • Research Group


    Reason, Politics & Society

Coordenação: Maria do Rosário Prata Ferreira dos Santos

 

Seminário Medieval de Literatura, Pensamento e Sociedade resulta da colaboração de vários investigadores (docentes universitários, doutorandos, mestrandos e estudantes de pós-graduação) cujos interesses incidem nas manifestações literárias que de algum modo marcaram presença em Portugal ao longo da Idade Média. Reunindo membros com formações e sensibilidades distintas, o SMELPS não se situa num âmbito disciplinar único, nem pretende obedecer aos limites impostos pelos critérios disciplinares tradicionais. Os ramos de saber que partilham a área de estudos em que nos situamos estão sujeitos às respectivas circunstâncias históricas, o que implica da nossa parte assumir a reformulação constante de objectos, de métodos e da enunciação dos objectivos de conhecimento a atingir.

O SMELPS tem especial atenção ao facto de a Península Ibérica medieval constituir um caso típico de confluência de tradições literárias oriundas quer do mundo mediterrânico árabe, hebraico ou bizantino, quer da Europa do norte de matriz latina e germânica; e de ser no seio dessa confluência que deverá ser entendida a literatura específica em línguas ibéricas que se afirma desde finais do século XII. Nesse sentido, afastand?o-se das perspectivas nacionalistas estreitas em que se colocou o estudo da Idade Média e da sua literatura desde o séc. XIX, o SMELPS propõe-se trabalhar em função de metodologias comparatistas amplas, capazes de ultrapassar barreiras linguísticas, de género ou qualquer outra definição formal restritiva. Por outro lado, o grupo assume a abordagem filológica e a prática da crítica textual como primeiras e decisivas etapas para a enunciação de um discurso contextualizador ou interpretativo sobre qualquer obra considerada. Restaurando uma tradição de estudos sistematicamente secundarizada em Portugal, tomamos deste modo o testemunho, manuscrito ou impresso, directo ou indirecto, como nosso material de trabalho primordial.

Investigando no sentido de compreender como trabalhou quem escreveu e que efeitos terá provocado o labor da sua escrita, a nossa investigação desloca-se do âmbito restrito da literatura para o inquérito mais geral às práticas discursivas e para a avaliação dos sentidos e das estratégias por trás da manipulação da letra, o que nos conduz obrigatoriamente ao campo da circunstância histórica e também dos paradigmas activos do pensamentocomo ambiente natural de qualquer construção literária. Neste percurso, o caminho feito no seio do Instituto de Filosofia, em colaboração estreita com os seus vários grupos e projectos, tem-se mostrado valioso, abrindo caminhos que o futuro se encarregará de aprofundar.

 

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