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PORQUE HACKER E BENNETT ESTÃO ERRADOS EM RELAÇÃO À FILOSOFIA E À NEUROCIÊNCIA

From: 2016-05-17 To:2016-05-17

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    Modern & Contemporary Philosophy
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    Mind, Language & Action
  • MLAG RESEARCH SEMINAR 2015-2016

    PORQUE HACKER E BENNETT ESTÃO ERRADOS EM RELAÇÃO À FILOSOFIA E À NEUROCIÊNCIA

    Steven Gouveia
    (PhD Student - Universidade do Minho)

    17 de maio 2016 (terça-feira)

    15h30 | Sala de Reuniões (Piso 2)

    Entrada livre

     

    Resumo: Neste seminário procurar-se-á problematizar a possível relação entre a Filosofia e a Neurociência, entendidas como disciplinas bem definidas. Numa primeira leitura, ambas parecem ser completamente opostas quanto ao seu método: a Filosofia é definida como análise lógico-conceptual, enquanto que a Neurociência lida com observações e experimentação. Contudo, contra esta divisão, surgiram tentativas de tornar uma filosofia da mente analítica e a priori numa disciplina informada pela ciência. Nascia a Neurofilosofia, liderada por Patricia Churchland.

    Encontramo-nos assim com um problema fundamental: que relação deve existir entre a Filosofia e a Neurociência? Deve uma reduzir (e, em último caso, eliminar) a outra, de forma a alcançarmos finalmente uma teoria da mente sustentável? Ou tal parece impossível sem a contribuição das duas áreas em simultâneo? Ou ainda: as duas disciplinas são completamente diferentes e, por isso, não pode haver qualquer interdisciplinaridade?

    A questão agora colocada refere-se à questão da metodologia: que método deve existir numa neurofilosofia relevante?

    Apresentar-se-á uma abordagem metodológica ao problema agora nomeado. Como exemplo desta abordagem “isolacionista”, serão apresentados os principais argumentos presentes na obra “Fundamentos Filosóficos da Neurociência” (2003) do filósofo Peter Hacker e do neurocientista Max Bennett, trabalho que exemplifica perfeitamente este tipo de abordagem. Ademais, demonstrar-se-á porque Hacker e Bennett estão simplesmente errados na definição de Filosofia e Neurociência, através de críticas (Dennett, Searle, Wittgenstein) que podem ser feitas às suas perspectivas. Concluirei que, embora estas não possam ser sustentadas, estão a elaborar importantes ideias que merecem mais reflexões e estudos.

     

    Imagem: Lighting Up the Synapses. Source: Society for Neuroscience
    Ferreira, et al. The Journal of Neuroscience, 2015.

     

    Organização:
    Research Group Mind Language and Action Group (MLAG)
    MLAG Seminars 2015-2016 (Sofia Miguens, João Santos, Luís Veríssimo e Brena Fernandez)

    Instituto de Filosofia da Universidade do Porto - FIL/00502
    Financiamento: FCT

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