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Seminário Porto X-Phi Lab - Julgamentos de transgressões morais e emoções

From: 2010-11-12 To:2010-11-12

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    Modern & Contemporary Philosophy
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    Mind, Language & Action
  • Seminário Porto X-Phi Lab

    Julgamentos de transgressões morais e emoções*

    Fernando Ferreira-Santos** (orador)

    Paulo Sousa
    Carlos Mauro

    12 de Novembro (sexta-feira)

    11h00 | Sala do Departamento de Filosofia (Torre B - Piso 1) | FLUP

    O Seminário Porto X-Phi Lab tem como objectivo central fomentar o debate sobre as linhas de investigação do próprio Lab.

    As comunicações apresentadas no seminário são fruto do trabalho interno do Lab.

    Para mais informações sobre o Lab: http://portoxphilab.org/

    * Projecto de investigação financiado pelo programa ?Projectos Pluridisciplinares?, fruto do protocolo entre a Universidade do Porto e o Banco Santander Totta

    ** Researcher, Porto X-Phi Lab | PhD Student/Researcher, Neuropsychophysiology Laboratory, University of Porto, Portugal | Visiting Student (2010-2012), Developmental Cognitive Neuroscience Unit, Institute of Child Health, University College London (UCL), UK


    Julgamentos de transgressões morais e emoções

    Resumo:
    A nossa principal questão de investigação refere-se ao papel dos processos emocional nos julgamentos morais que categorizam uma acção como uma transgressão moral. Julgamentos de transgressões no domínio moral sugerem que estas podem ser categorizadas como transgressões morais (que envolvem uma vítima que é sujeita a injustiça e/ou a violação dos seus direitos; são independentes da autoridade; e são de âmbito geral) ou convencionais (que não envolvem tal vítima; dependem da autoridade; e são de âmbito local). Também tem sido sugerido que certos tipos de transgressões sem vítima podem ainda assim evocar a assinatura moral (i.e., a independência da autoridade e generalidade), possivelmente devido à reacção emocional que causam, ainda que esta ligação emocional também tenha sido questionada.

    Neste sentido, foram propostas posições muito diferentes: tem sido argumentado (1) que julgamentos morais deste tipo são completamente independentes de processos emocionais, (2) que as emoções desempenham um papel causal fundamental no desencadear destes processos, e (3) que quer processos emocionais quer processos não emocionais subjazem ao julgamento moral. Do nosso ponto de vista, estes conflitos podem advir do facto do conceito de emoção tipicamente utilizado na literatura da psicologia moral ser um conceito generalista e mal definido, provavelmente próximo dos folk-concepts (conceitos da psicologia do senso comum) de emoções (i.e., a ideia geral de que as emoções são um pequeno número de sentimentos discretos que ocorrem rapidamente, de forma automática e que por vezes tomam conta do comportamento de uma pessoa). Em contraste com esta abordagem, as práticas recomendadas para a medição das emoções propõem o uso de múltiplas medidas de auto-relato, comportamentais e fisiológicas de modo a capturar os diferentes componentes dos processos emocionais. Avaliar a activação e valência afectivas, a motivação de aproximação-evitamento e as emoções básicas evocadas por cenários morais permitirá obter uma compreensão detalhada do papel da emoção e dos seus vários componentes no julgamento moral.

    De modo a avançar o presente debate iremos avaliar simultaneamente os julgamentos morais dos participantes para um conjunto de cenários de acções envolvendo transgressões (a tarefa Moral-Convencional) e as suas respostas emocionais aos mesmos cenários, através de auto-relatos e medidas fisiológicas.

    ____________________________________________
    Instituto de Filosofia
    Faculdade de Letras da Universidade do Porto
    Via Panorâmica s/n
    4150-564 Porto
    Tel. 22 607 71 80
    E-mail:ifilosofia@letras.up.pt
    https://ifilosofia.up.pt

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