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Ser ou Não Ser Kantiano - "O eu lógico e o eu psicológico em Kant: diferença e repetição"

From: 2013-04-26 To:2013-04-26

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  • Projecto The Bounds of Judgement (PTDC/FIL-FIL/109882/2009)

     

    Ser ou não ser kantiano

    O eu lógico e o eu psicológico em Kant: diferença e repetição


    26 de Abril | 13h30 | Sala 208 | FLUP

     

    Paulo de Jesus

    Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa


     

    Abstract: A apercepção transcendental e a apercepção empírica ou sentido interno configuram uma dualidade problemática no interior da compreensão kantiana da consciência que desenvolve a distinção qualitativa entre o “determinante” e o “determinável”em mim, a espontaneidade dos actos intelectuais e a receptividade temporal, a unidade unificante da forma lógica das representações e a multiplicidade dos fenómenos internos. Porém, a problematicidade de tal dualidade da consciência não reside tanto na necessidade kantiana de distinguir o que deve operar em sinergia, mas na necessidade de articular num sistema praxeológico cognitivo o que se afirma como qualitativamente heterogéneo. Com efeito, Kant recusa absolutamente a possibilidade de uma explicação psicogenética das categorias e das operações judicativas, ou seja, uma recondução da lógica à psicologia, inaugurando o anti-psicologismo típico das investigações lógicas neo-kantianas e fenomenológicas, mas não se coíbe de sustentar a eficácia psicológica da lógica transcendental, “como se” houvesse uma terceira psicologia, a par da psicologia empírica e racional, a saber uma psicologia cognitiva transcendental que injeta, no idioma das formas lógicas e da sua tópica categorial, a dinâmica da espontaneidade formadora, renovando a doutrina da “vis repraesentativa” enquanto relação da consciência-de-algo à consciência-de-si. Assim, a célebre noção de “necessária possibilidade de acompanhamento de todas as representações pelo Eu penso” postularia um acto e uma forma do Si, simultaneamente acrónico e pancrónico, intelectual e proprioceptivo, remetendo para a condição subjetiva de unidade e afinidade das formas do Pensar e do Sentir. Mas quem é “o Eu, Ele ou Isso…” que pensa no “Eu penso”e sente no “Eu sinto”? E quem é “o Eu, Ele ou Isso…” que se sente pensamento-auto-afetante e se pensa sensível-e-não-sensível? Logicamente, talvez uma mera forma da técnica natural ou da gramática interna da razão. Psicologicamente, talvez uma mera crença desiderante que oscila entre o nada e o indeterminável.

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