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Seminário informal de Filosofia Medieval 2019

From: 2019-01-01 To:2019-10-31

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  • Thematic Line


    Medieval & Early Modern Philosophy
  • Research Groups


    Aristotelica Portugalensia
    Reason, Politics & Society
  • 2019 open discusions on Medieval Philosophy and beyond.

    A linha temática Medieval and Early Modern Philosophy / Gabinete de Filosofia Medieval e os respetivos projetos organizam anualmente um seminário aberto para apresentação de investigação em curso, pelos seus investigadores ou investigadores de entidades parceiras.

     

    Próximas sessões, projeto From Data to Wisdom

     

    29 de outubro, sala de reuniões 2 - FLUP
    15h-17h

    Data Visualization and Information Visualization
    Luca Possati (Instituto de Filosofia da Universidade do Porto)
    More information: https://ifilosofia.up.pt/activities/possati-visualization

     

    27 de novembro, sala de reuniões 2 - FLUP
    15h-17h

    Islamic Aesthetics and the Experience of Art in Islam
    Valerie Gonzalez (SOAS, University of London)
    More information: 

     

     


    Sessões realizadas

    Vera Rodrigues (bolseira do projeto "Petrus Hispanus")
    1. O De hedomadibus de Boécio, manual de ontologia alto-medieval

    19 de junho, 15h30, Sala de reuniões 2

    Juntamente com o De trinitate, o De hebdomadibus de Boécio é provavelmente, dos opuscula sacra de Boécio, aquele que terá um maior e mais profundo alcance filosófico. Sem qualquer referência à doutrina cristã, é o mais técnico dos opuscula e representa uma das mais importantes vias de transmissão da terminologia filosófica da Antiguidade, bem como do método axiomático e das suas possibilidades de aplicação à teologia. É também o opúsculo em que a assimilação do neoplatonismo tardio se revela mais consistente e completa. Com efeito, é de índole fortemente neoplatónica o modelo ontológico que transmite à Idade Média, compreendendo, designadamente, uma forte apropriação da lógica aristotélica e, muito em particular, da onto-logia das Categorias. É também nas Categorias de Aristóteles que assenta, em última instância, uma das mais célebres distinções ontológicas da filosofia medieval, ponto de partida e fundamento de toda a construção conceptual, ontológica e metafísica desenvolvida no texto: a distinção entre esse e id quod est, frequentemente transposta e assimilada, mais tarde, como distinção entre ser (ou essência) e existência. São estes alguns dos principais pontos em que concentraremos a nossa atenção, situando-os, a montante e a jusante, na história e transmissão da reflexão ontológica e metafísica do Ocidente latino, entre o final da Antiguidade tardia e meados do século XII, ou seja, da entrada do Aristoteles novus e, muito em particular, da Metafísica.

     

    Vera Rodrigues ​(bolseira do projeto "Petrus Hispanus")

    2. Que metafísica antes da Metafísica ?

    A centralidade da Metafísica de Aristóteles na história da metafísica Ocidental é tal que, até recentemente, e por um conjunto complexo de razões, era historiográfica e filosoficamente quase inconcebível a existência de uma reflexão metafísica que, de uma forma ou de outra, não dependesse do conhecimento do texto fundador de Aristóteles. Entretanto, quer pela própria revivescência da metafísica no âmbito da filosofia contemporânea, quer pelo aprofundamento do nosso conhecimento de textos, autores e temas privilegiados da alta Idade Média – de Agostinho, digamos, até às traduções arabo-latinas do século XII e, muito em particular, do Aristoteles novus – começa a emergir todo um novo entendimento da especulação filosófica deste período e, em particular, da ontologia e da metafísica que, mais ou menos explícitas, o caracterizam. Se a chamada “querela dos universais”, no início do século XII, representa uma lente privilegiada para a análise das posições ontológicas em confronto, outras controvérsias e outros textos coevos testemunham de pressupostos, princípios e orientações que, ainda que raramente expostos de maneira sistemática e coerente, exprimem uma metafísica de fundo ou, noutros casos, uma ontologia, plenamente dignas desse nome. Tratar-se-á, para nós, de proceder a uma reconstituição dessa ontologia e dessa metafísica, em particular na viragem do séc. XI-XII, revendo, para isso, os principais textos, autores e confrontos teórico-filosóficos em que essa reflexão melhor se exprime, e examinando, por outro lado, os textos que, do corpus filosófico disponível, veiculam os conceitos, teorias, princípios e esquemas teóricos de que se alimenta e com os quais se elabora.

     

     

     

    Maria Pinho (investigadora mestranda no Instituto de Filosofia / GFM)
    Para uma mise en abîme da memória: a mística de Joana de Jesus (XVII)
    9 de maio 2019, 15.30h — Sala 201

    Joana de Jesus – adota este nome após professar, sendo o seu nome de baptismo Joana Freire de Albuquerque – nascera na remota aldeia de Mioma, no concelho de Sátão, a mil seiscentos e vinte e dezassete.
    Tendo sido monja cisterciense no convento de Lorvão a maior parte da sua vida, é todavia em Lisboa, ao abrigo da recoleta das Bernardas Descalças, onde inicia o texto sobre o qual versará a presente apresentação.
    Com efeito, Joana de Jesus, por volta de mil seiscentos e sessenta e um, por incentivo do seu até então confessor, Vivardo de Vasconcelos, começa a redigir aquela que viria a ficar conhecida como a sua Vita – cópia segunda do manuscrito original e que tivera como objetivo essencial a publicação. A nossa pesquisa debruçar-se-á, no entanto, sobretudo sobre o manuscrito original, porquanto este assoma, mais do que como uma autobiografia, como um verdadeiro livro de memórias.
    De facto, no corpus textual a memória figura como agente no processo místico, no qual recordar se perfila como o conhecimento do coração e este, por sua vez, e por meio do Amor, como conhecimento de Deus. A escrita por via da relembrança traduz não apenas uma verdadeira validação da relação espiritual – e amiúde especular – com Cristo, mas acarreta ainda uma componente de manual didático. Escrever rememorando é, em Joana de Jesus, premissa fundamental da experiência mística, onde a memória se centraliza e ocupa o lugar de motor pulsante de toda a espiritualidade; espiritualidade esta que, sendo vivida sob o ponto de vista da recordação, torna-se por tal via múltipla, pois que múltiplas são as memórias que, por um lado, a acompanham e, por outro, a despoletam.

     

     

    Una Popović (Faculty of Philosophy, University of Novi Sad, Serbia)

    Poetic Syllogism: The Logic of Imagination in Medieval Arabic Philosophy
    20th May 2019, 17h30, Sala de reuniões 2 (piso 2),

     


     

    Organisation
    Medieval and Early Modern Philosophy TL / Projeto Petrus Hispanus / Projeto From data to Wisdom.

    Funding
    Instituto de Filosofia da Universidade do Porto / Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

     

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