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Página actualizada a 18-03-2014
Página impressa a 11-12-2017

Roberto Grosseteste

Imago Mundi, 2

Roberto Grosseteste, Tratado da luz e outros textos sobre luz e as cores, Introd., trad. e notas Mário Santiago de Carvalho, colaboração de Cecilia Panti e Conceição Camps (Col. Imago Mundi, vol. 2), Afrontamento, Porto 2012. 116 pp. [ ficha técnica pdf ]

Introdução  7
Breve cronologia da vida e da obra de Grosseteste  41
Bibliografia básica  42
A edição do texto latino de A luz e de A cor  47
Nota editorial  56

Texto e tradução
Tractatus de luce  58
   Tratado da luz  59
De colore  80
   A cor  81
De motu corporali et luce  86
   O movimento corporal e a luz  87
Notas da tradução  93

Índice onomástico  113

 


Artigo e notícia sobre o De luce

Richard G. Bower et al., "A Medieval Multiverse: Mathematical Modelling of the 13th Century Universe of Robert Grosseteste", arxiv.org: 10.03.2014.

Ana Gerschenfeld, Uma cosmologia medieval reformulada pela matemática moderna, Público, 18.03.2014, p. 33.

 

Artigo sobre o De coloribus

H.E. Smithson et al., "A three-dimensional Color Space from the 13th Century", Journal of the Optical Society of America, A 29 (2012) 346-352 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22330399

 


Roberto Grosseteste (c. 1168/70-1253) é um dos mais importantes pensadores da primeira metade do século XIII. Estudou Artes liberais em Heresford, que depois ensinou em Oxford e, posteriormente, obteve o grau de mestre em Teologia. Foi o primeiro chanceler da Universidade de Oxford e bispo de Lincoln nos últimos 18 anos de vida. A sua vasta obra abrange a Filosofia, as ciências e a Teologia, estando na origem de uma tradição de autores que renovaram o estudo científico da natureza. Escreveu numerosos opúsculos dedicados a questões naturais, três dos quais se publicam agora em tradução portuguesa com as melhores edições latinas disponíveis. Neles são bem evidentes os contributos principais do autor para a história do pensamento e das ciências: (1) a matematização da filosofia natural; (2) o desenvolvimento do motivo da luz como constituinte de tudo quanto existe, isto é, como fundamento ontológico do real; (3) a reflexão metodológica e epistemológica sobre a ciência. O texto sem aparatos das novas edições críticas preparadas por Cecilia Panti e Greti Dinkova-Bruun é aqui publicado pela primeira vez.

Mário Santiago de Carvalho é Professor Catedrático de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Publicou mais de uma dezena de livros de Filosofia e traduziu do grego ou do latim autores como Dionísio Pseudo-Areopagita, Agostinho de Hipona, Boaventura de Bagnoregio, Boécio de Dácia, Tomás de Aquino, Henrique de Gand, João Duns Escoto, Raimundo Lúlio, entre outros.

Cecilia Panti é Professora Agregada de Filosofia Medieval na Università di Roma Tor Vergata, com diversos estudos publicados sobre Filosofia Medieval e Filosofia da Música. É autora de reconhecidas edições e estudos sobre Roberto Grosseteste.

Maria da Conceição Camps é licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em Humanidades, pela Faculdade de Filosofia da Universidade Católica de Braga, e doutorada em Filosofia pela Universidade do Porto com uma tese sobre a teoria da visão nos Conimbricenses, dos quais traduziu do latim o Comentário sobre o De anima de Aristóteles.

 


Cronologia de Roberto Grosseteste:

c.1168/70 – Nasce no condado de Suffolk (Reino Unido).

1190-98 – Frequenta a escola catedral de Hereford.

1192 – É Mestre em Hereford

1195 – Geraldo de Gales recomenda Grosseteste ao bispo local.

1209 – Redige As Artes Liberais e A produção dos sons.

c. 1213/1216 – Exerce funções de juiz-delegado em Hereford.

1220-1233/35 – Redige Os cometas ou O fluxo e o refluxo das marés e o Tratado da luz.

1228-37 – Escreve Os movimentos supracelestes, O movimento dos corpos e a luz, A finitude do movimento e do tempo.

1229 – É nomeado arcediago de Leicester e cónego da catedral de Lincoln. Durante este período também leciona Teologia em Oxford.

1230, c.1235 – Ensina aos franciscanos de Oxford, a convite de Agnello de Pisa, Ministro da Ordem (O.F.M.) na Inglaterra. Durante este período redige o seu Hexäemeron e traduz algumas obras escritas em grego.

1235 – Acede ao episcopado de Lincoln, a mais importante diocese inglesa, tendo presidido aos seus destinos até à data da sua morte.

1238 – Sob a sua direção são vertidas para a língua latina obras de João Damasceno.

1239 – Orienta a tradução de obras de Pseudo-Dionísio e da Ética Nicomaqueia de Aristóteles.

1253 – Morre em 8 ou 9 de outubro deste ano, já em muito perfazendo o oitavo decénio de vida.

 


A publicação deste volume contou com o apoio do Projeto estratégio do Instituto de Filosofia (Ref.ª PEst-C/FIL/UI0502/2011), financiado por Fundos FEDER através do Programa Operacional Factores de Competitividade – COMPETE (Ref.ª FCOMP-01-0124-FEDER- 022671) e por Fundos Nacionais, através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

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