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Página impressa a 25-05-2017

Sebastião do Couto

Sebastião do Couto

Sebastião do Couto, Os sinais (Comentário conimbricense sobre A interpretação de Aristóteles, I, 1), fixação do texto latino, introdução, tradução e notas por Amândio Coxito, col. Imago Mundi, vol. 5, Afrontamento, Porto 2013. ISBN

 

Sobre o autor:

Sebastião do Couto foi o jesuíta que redigiu os comentários à Lógica do Curso Conimbricense (Commentarii Collegii Conimbricensis,e Societate Iesu, in Vniuersam Dialecticam Aristotelis Stagiritae).Nasceu em Olivença em 1567 e faleceu em Montes Claros em 1639. Ingressou na Companhia de Jesus em Évora, tendo aí estudado Humanidades, Retórica, Filosofia e Teologia. Foi também na Universidade de Évora que exerceu na maior parte do tempo o seu magistério, embora tivesse lido um curso completo de Filosofia no Colégio das Artes de Coimbra, depois do que redigiu, nesta cidade, os seus comentários, publicados em 1606. Destes comentários só apareceu na sua versão integral o texto das Categorias e o De interpretatione. Relativamente às outras obras do Curso já impressas (redigidas por Manuel de Góis e Baltasar Álvares), a obra de Sebastião do Couto supera-as quanto ao processo metódico de exposição dos materiais de ensino. E num plano mais amplo, a obra de Couto significa um corte com certos aspetos da tradição escolástica, nomeadamente: pelo estudo aprofundado do Organon nas suas fontes e através dos comentadores do Perípato; pela consequente supressão de temas acrescentados durante a Idade Média à problemática lógica (Parua logicalia, Paruulus modernorum); pelo recurso ao comentário exegético da obra lógica de Aristóteles e pela fuga ao calão escolástico, ainda que moderadamente, com base no pressuposto de que o estilo faz também parte da mensagem.

A obra de Couto e as outras que constituem o Curso Conimbricense obtiveram, no seu conjunto, mais de uma centena de edições (112, segundo A. Alberto de Andrade) a maior parte no estrangeiro, pelo que é legítimo afirmar que os professores de Filosofia do Colégio das Artes da segunda metade do século XVI foram muito apreciados na Europa nos centros universitários da Companhia de Jesus e também possivelmente em alguns centros de estudo de diversas confissões da Reforma.

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