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Página actualizada a 13-08-2021
Página impressa a 27-10-2021

Pedro de João Olivi

Obras Publicadas


Imago Mundi, 11





Pedro João de Olivi, Tratado sobre os contratos seguido de Sobre como devem ser folheados os livros dos filósofos, trad. L.A. De Boni, J.B. da Costa, introd. e notas L.A. De Boni, edição do texto latino S. Piron, col. Imago Mundi, vol. 11, Afrontamento, Porto 2013. ISBN 978-972-36-1354-4. [ficha técnica]






Pedro de João Olivi (c. 1248-1298) foi um dos grandes teólogos franciscanos da Idade Média. Nasceu em Sérignan, na Provença e entre 1267 e 1272 estudou em Paris. Nos anos seguintes ensinou em diversos conventos da Ordem, contexto onde escreveu as suas obras, marcadas por uma profundidade e rigor que acentuavam a ousadia doutrinal e especulativa do seu pensamento. As suas obras de teologia e de exegese bíblica foram por diversas vezes colocadas sob suspeita, críticas a que respondeu sempre convencendo os críticos, mas que seriam condenadas pela Igreja após a sua morte. O Tratado sobre os contratos foi provavelmente redigido em Narbonne entre 1293 e 1295. Redescoberto apenas nos anos 70, suscita de imediato grande interesse, dando origem a interpretações divergentes que não deixavam de evidenciar a sua novidade e importância para os desenvolvimentos seguintes do pensamento económico. O grande defensor e teorizador da pobreza franciscana revela-se neste Tratado um arguto e perspicaz pensador da economia.

Retoma-se aqui a mais recente edição crítica do texto latino, que resolve inúmeras das dificuldades de interpretação que subsistiam nas edições anteriores. O volume inclui ainda a edição e tradução de um breve opúsculo de Olivi sobre a leitura de livros dos filósofos. De Olivi foram publicados Três textos teológico-políticos sobre o poder do Pontífice Romano no volume 7 desta coleção.


Luis Alberto De Boni é Professor jubilado de Filosofia Medieval (Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre) e investigador do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto. É autor de vasta obra publicada, onde sobressaem inúmeros estudos e traduções de Metafísica, Política e Filosofia de autores da Idade Média.

Sylvain Piron é Maître de conférences na École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris e é autor de uma extensa obra de edição e estudo do pensamento de Pedro de João Olivi.

Joice Beatriz da Costa é Professora de Filosofia na Universidade da Fronteira Sul, Erechim, Rio Grande do Sul, Brasil.

Ferdinand Delorme (1873-1952), franciscano e professor de teologia moral e de direito canónico, editou criticamente diversas obras de autores medievais.



Índice











Imago Mundi, 7





Pedro João de Olivi, Três textos teológico-políticos sobre o poder do Pontífice Romano, introdução, tradução e notas por José Antônio Camargo de Souza, col. Imago Mundi, vol. 7, Afrontamento, Porto 2013. ISBN 978-972-36-1351-3. [ficha técnica]








Pedro de João Olivi (c. 1248-1298) nasceu em Sérignan, na Provença. Em 1260 entra na ordem franciscana onde realiza estudos e se destaca como aluno brilhante. Entre 1267 e 1272 estudou em Paris. Após o regresso à sua província é incumbido de ensinar teologia aos confrades. As suas posições sobre a pobreza na ordem franciscana e questões teológicas conduzem a uma inquirição e à acusação de defender doutrinas filosóficas e teológicas heterodoxas, pelas quais é condenado, sendo interdita a leitura e circulação das suas obras. Conseguindo explicar-se volta a ensinar, mas poucos anos depois é de novo suspeito de heterodoxia. Consegue de novo responder aos seus críticos e é mais uma vez autorizado a ensinar na Ordem. Após a sua morte as suas posições seriam condenadas em 1311 e 1326. Com um pensamento rigoroso e audaz assumiu posições inovadoras em diferentes domínios, incluindo em questões de epistemologia, de economia, de moral e sobre a vontade livre, de metafísica, de teologia e de mística, de interpretação bíblica. Apesar da originalidade e da influência em autores como Duns Escoto, Pedro Auréolo ou Ockham, uma parte da sua obra continua inédita. Este volume inclui a edição e tradução de três textos de teologia política sobre o poder do papa: a Questão a respeito da infalibilidade do pontífice romano, três Questões sobre o Pontífice Romano e o opúsculo Sobre a renúncia do Papa. Os textos são antecedidos de uma introdução sobre o autor, a sua obra e as posições principais defendidas nestes textos.

José Antônio Camargo Rodrigues de Souza (1949-2017) Licenciou-se em Filosofia. Foi Mestre e Doutor em História Social pela Universidade de S. Paulo. Doutorou-se também em História da Filosofia e da Cultura Portuguesa na Universidade Nova de Lisboa. É autor de diversas obras, artigos e comunicações sobre o pensamento político medieval. Traduziu do latim diversas obras, entre elas o Diálogo - Livro III de Guilherme de Ockham e o Sobre o governo cristão de Tiago de Viterbo (ambas nas ed. Húmus, Famalicão 2012).



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Breve cronologia da vida e obra de Pedro João de Olivi


Ca. 1248 - Nasce em Sérignan, no Languedoc, próximo de Béziers, na Provença, também conhecida como Ocitânia, ou região da Langued?Oc (provençal) ou do Midi.

1260 - Com a idade de doze anos ingressa na Ordem dos Frades Menores, no convento de Béziers.

1267-ca. 1272 - Estuda filosofia e teologia na Universidade de Paris.

1273 - É ordenado sacerdote.

1278 - Início dos conflitos com as autoridades religiosas. Jerónimo de Ascoli, Ministro-geral da Ordem dos Frades Menores, ordena-lhe queimar uma Quaestio que havia escrito sobre a Virgem Maria.

1279 - Participa com o canonista Benedito Caetani, futuro Bonifácio VIII, e outros frades, da comissão pontifícia incumbida de estudar e emitir um parecer conclusivo acerca da interpretação do significado da pobreza na Regra franciscana.

Ca. 1282 - Conflito com a cúpula da Ordem. Desta vez chegou à direção da Ordem um texto em que Olivi era acusado de professar doutrinas filosóficas e teológicas heterodoxas. Foram catalogadas em 34 proposições extraídas ad litteram dos seus escritos, sobretudo relacionadas com a pobreza. No ano seguinte, o Geral ordenou que uma comissão constituída por sete frades examinasse as proposições, o que resultou na condenação de 22 delas. As suas obras foram retiradas de circulação. Num outro documento as 34 teses foram consideradas heréticas.

1283-1285 - Olivi defende-se das acusações de que era alvo em vários capítulos da Ordem.

1287-1289 - Eximido de qualquer suspeita de heterodoxia pelo ministro geral, Mateus de Acquasparta, é nomeado leitor de teologia para o studium de Santa Cruz em Florença, um outro reduto dos Espirituais, onde permanece por dois anos.

Ca. 1289 - É transferido, pelo novo ministro geral, Raimundo Gaufredi, para Montpellier onde assume também a função de leitor.

1292 - No capítulo geral de Paris, volta a ser pedido a Olivi que explique as suas teses sob suspeita de heterodoxia. As suas explicações são consideradas satisfatórias.

1293-1298 - Ensina no studium de Narbona até à sua morte, em 14 demarço de 1298.











A publicação deste volume contou com o apoio do Projeto estratégio do Instituto de Filosofia (Ref.ª PEst-C/FIL/UI0502/2011), financiado por Fundos FEDER através do Programa Operacional Factores de Competitividade - COMPETE (Ref.ª FCOMP-01-0124-FEDER- 022671) e por Fundos Nacionais, através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

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