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Página actualizada a 11-12-2013
Página impressa a 28-05-2017

Agostinho de Hipona

Obras Publicadas

Agostinho de Hipona, A verdadeira religião, Introdução de Paula Oliveira e Silva, tradução de Paula Oliveira e Silva e Manuel Francisco Ramos, col. Imago Mundi, vol. 4, Afrontamento, Porto 2012. ISBN 978-972-36-1288-2.

 

Índice

Introdução ....... 7
Breve cronologia da vida e obra de Agostinho de Hipona ....... 19
Bibliografia ....... 28
Nota editorial ....... 36
Texto e tradução
De uera religione liber unus ....... 38
A verdadeira religião, em um livro ....... 39
Índice onomástico ....... 199

 

 

 

BREVE CRONOLOGIA DA VIDA E OBRA DE AGOSTINHO DE HIPONA [1]

 

354: 13 de novembro - Nascimento de Agostinho em Tagaste, província romana da Numídia na África (hoje chamada Souk-Ahrás, na atual Argélia, ao Norte da África). Foram seus pais Patrício e Mónica e seus irmãos Navígio e Perpétua (?), esta última tendo ingressado na vida religiosa.

366-370 – Primeiros estudos, realizados em Madaura. Regresso a Tagaste.

371: Viagem de Tagaste para Cartago, capital da Numídia, a fim de estudar Retórica e Artes Liberais.

372: Morte de seu pai Patrício, pagão convertido ao cristianismo pouco antes de morrer.

Início do relacionamento, mantido até aos trinta anos, com uma mulher que dará à luz seu filho Adeodato.

373: Data provável do nascimento do filho Adeodato.

Leitura da obra de Cícero, Hortêncio, que passará à posteridade apenas pelas citações recuperadas das obras de Agostinho.

Adesão à seita gnóstica dos maniqueus, onde permanecerá por nove anos.

374: Leitura de As dez Categorias de Aristóteles.

375: Regresso a Tagaste como professor de Gramática.

380: Escreve sua primeira obra, De pulchro et apto, perdida ainda em vida de Agostinho.

383: Encontro com Fausto de Milevo, bispo Maniqueu. Desengano quanto à doutrina dos Maniqueus. Viagem para Roma.

384: Viagem para Milão, onde é nomeado professor de Retórica. Encontro com Ambrósio de Milão, bispo da cidade.

Encontro com Mânlio Teodoro que o conduzirá à leitura de Enéadas, de Plotino, traduzidas do grego para o latim por Mário Vitorino.

385: Chegada da mãe Mónica e do irmão Navígio, a Milão.

386: Leitura dos libri Platonicorum e das Cartas de Paulo de Tarso. Ocorrência do episódio da conversão, descrito em Confissões VIII, XII, 28-29, conhecido pela escuta da frase ‘tolle-lege’ ou como o episódio do ‘jardim de Mião’. Retiro para a quinta do amigo Verecundo, em Cassicíaco, onde permanece com os elementos da sua família – Mónica, Navígio e Adeodato, com um grupo de amigos muito chegados, Alípio, Nevrígio e Licêncio, filho de Romaniano. Promete a Romaniano escrever De vera religione. Escreve as suas primeiras obras: Contra Academicos, De beata vita, De ordine, Soliloquiorum libri duo.

387: Na noite da Páscoa (24-25 de Abril), Agostinho é batizado em Milão pelo bispo Ambrósio.

Propõe-se regressar a África, partindo de Roma, por mar.

Morte de sua mãe Mónica, em Óstia Tiberina.

Escreve: De immortalitate animae e inicia a redação de De musica (até 389).

388: Permanece algum tempo em Roma, aguardando a reabertura dos mares à navegação. Regressa a África onde passa a viver um tipo de vida monástica, em Tagaste.

Ainda em Roma, escreve: De quantitate animae e escreve o Livro I de De libero arbitrio

Começa a escrever: De Genesi contra Manichaeos (até 389); De diversis quaestionibus LXXXIII (até 396); De moribus ecclesiae catholicae et de moribus Manicheorum (até 390). 

389: Começa a escrever: De magistro; De vera religione (até 391)

390: Data provável da morte de Adeodato.

391: Ordenado presbítero em Hipona.

Primeira pregação: Sermo 216

Começa a escrever: De utilitate credenti e De duabus animabus contra Manichaeos (até 392); De libero arbitrio livros II e III (até 395).

392: Início do confronto com os donatistas que se estenderá até 419.

Escreve: Acta contra Fortunatum Manichaeum

Começa a escrever: Enarrationes in Psalmos (até 420).

393: Concílio de Hipona.

Escreve: De fide et symbolo e De Genesi ad litteram imperfectus liber

394: Escreve Psalmum contra partem Donati e De sermone Domini in monte.

Começa a escrever: Expositio octaginta quattuor propositionum epistolae ad Romanos; Epistolae ad Romanos inchoata expositivo; Expositio epistolae ad Galatas e De mendacio (até 395). 

395: Sagrado bispo, coadjutor de Valério, bispo de Hipona.

Escreve: De agone christiano (até 396)

Começa a escrever: De doctrina christiana (até 426) 

396: Escreve: De diversis quaestionibus ad Simplicianum; Contra epistolam quam vocant fundamenti

397: Começa a escrever: Contra Faustum Manichaeum (até 398); Quaestiones evangeliorum (até 400); Confessiones (até 401) 

398: Escreve: Contra Felicem Manichaeum.

399: Escreve: De natura boni; Contra Secundium Manichaeum e Adnotationes in Job.

Começa a escrever: De cathechizandis rudibus (até 400); De Trinitate (até 420) 

400: Escreve: Sermone de fide rerum quae non videntur; De consensu evangelistarum; Contra epistolam Parmeniani; De opere monachorum;

Começa a escrever: De baptismo contra Donatistas (até 401) 

401: Escreve: De bono conjugali e De sancta virginitate

Começa a escrever: Contra litteras Petiliani (até 405); De Genesi ad litteram duodecim libri (até 414) 

404: Debate público contra o Maniqueu Félix.

405: Escreve: De unitate ecclesiae

Começa a escrever: Contra Cresconium grammaticum (até 406) 

406: Começa a escrever: De divinatione daemonum (até 411) 

407: Começa a escrever: Tractatus in Iohannis evangelium (até 418); Tractatus in epistulam Iohannis (até 416)

408: Começa a escrever: De utilitate jejunii. (até 412)

410: Alarico conquista Roma

Escreve: Contra Adimantum; Epistola CXVIII ad Dioscurum;     

411: Começa a escrever: Brevilucus conlationis contra Donatistas (até 412); De peccatorum meritis et remissione (até 412)

412: Escreve: Ad Donatistas post conlationem; De spiritu et littera

413: Escreve: De fide et operibus; De civitate dei (até 427)

Começa a escrever: De natura et gratia (até 415)

414: Escreve: De bono viduitatis ad Julianam

415: Interrompe a redação do De Trinitate.

Escreve: Ad Orosium contra Priscillianistas et Origenistas;    

Começa a escrever: De perfectione justitiae hominis (até 416) 

417: Escreve: De gestis Pelagii; De patientia

418: Escreve: De gratia Christi et de peccato originali; Gesta cum Emerito Donatistarum episcopo

Começa a escrever: Contra sermonem Arianorum (até 419)

419: Escreve:  Locutiones in Heptateuchum; Quaestiones in Heptateuchum

Começa a escrever: De nuptiis et concupiscentia (até 421)De anima et eius origine (até 421)De coniugiis adulterinis (até 421) 

420: Escreve: Contra mendacium

Começa a escrever: Contra adversarium legis et prophetarum (até 421); Contra duas epistolas pelagianorum (até 421) 

421: Escreve: Contra Julianum

Começa a escrever: Contra Gaundetium Donatistarum episcopum (até 422); Enchiridion ad Laurentium (até 423)De cura pro mortuis gerenda (até 424) 

422: Dita o comentário ao salmo CXVIII em 32 sermões destinados à leitura pública nas assembleias.

Começa a escrever: De octo Dulcitii quaestionibus (até 425) 

426: Começa a escrever: De gratia et libero arbitrio (até 427); De correptione et gratia (até 427); Retractationes (até 427). 

427: Começa a escrever: Collatio cum Maximio Arianorum episcopo (até 428) 

428: Escreve: Contra Maximinum Arianorum episcopum; De haeresibus ad Quoduultdeum

Começa a escrever: De praedestinatione sanctorum (até 429); De dono prerseverantiae (até 429) 

429: Começa a escrever: Tractatus adversus Judaeos (até 430); Contra secundum Julianum responsionem opus imperfectum (até 430) 

430: 28 de agosto, Agostinho morre em Hipona quando a cidade é assediada pelos vândalos. Segundo a tradição, os seus restos mortais encontram-se em Pavia, na Basílica de São Pedro d´Oro.



[1] A construção de uma cronologia biobibliográfica para Agostinho de Hipona é uma tarefa assaz complexa dada a  profusão das suas obras, a diversidade de lugares e tempos em que são escritas, o longo espaço de tempo que transcorre no caso de algumas, desde a data de início até à conclusão. Aqui optou-se por referir os principais marcos da biografia de Agostinho e as datas de início e de conclusão das suas obras, tendo como principal critério o de tornar este itinerário claro para o leitor. As duas fontes biobibliográficas mais antigas sobre Agostinho são as duas obras do próprio, Confessionum libri tredecim, escrito autobiográfico, e Retractationum libri duo, bem como a obra de Possídio, seu primeiro biógrafo, Vita Augustini. O estabelecimento das datas de início e, sobretudo, de término de muitas das obras de Agostinho é objecto de discussão entre os especialistas. Não sendo este o local adequado para dar conta desse debate, as datas apresentadas nesta cronologia são as consideradas mais consensuais. Nesta cronologia excluímos a referência ao sermonário e ao epistolário de Agostinho, sendo um facto que algumas epístolas do hiponense constituem verdadeiros tratados (v. gr., as epístolas 140, De gratia novi testamenti ou 147, De videndo deo ad Paulinam ou as 166-167, De origine animae et de sententis Jacobi ad Hieronymum, entre outras). As principais obras consultadas na elaboração da presente cronologia são as seguintes: TRAPÈ, A., Introduzione generale a Sant’Agostino. Nuova biblioteca agostiniana. Opere de Sant’Agostino. Roma, Città nuova, 2006. BROWN, P. Augustine of Hippo. Los Angeles: Los Angeles Univ. Press, 1969. AGUSTÍN, Escritos filosóficos (1º): Introducción y biografía general. Vida de San Agustín escrita por San Posidio. Soliloquios. De la vida feliz. Del orden. Obras completas de Sto. Agustín, I, BAC. Madrid, 1994. BARDY, G., Saint Augustin, l’homme et l’oeuvre. Études Augustiniennes. Paris. Desclée de Brouwer, 1948. LAMELAS, I. P., A alegria da palavra, Ed. Tenacitas, Coimbra, 2012, pp. 159-168.

Cronobiografia elaborada por Paula Oliveira e Silva e Célia Santos.

 


A publicação deste volume contou com o apoio do Projeto estratégio do Instituto de Filosofia (Ref.ª PEst-C/FIL/UI0502/2011), financiado por Fundos FEDER através do Programa Operacional Factores de Competitividade – COMPETE (Ref.ª FCOMP-01-0124-FEDER- 022671) e por Fundos Nacionais, através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
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